Crédito como ferramenta financeira
Introdução
Actualmente, muita gente associa a palavra “crédito” a endividamento, e portanto, acaba por assumir uma conotação algo negativa na sociedade. No entanto, o crédito (ou financiamento é uma ferramenta extremamente útil e necessária, tanto para as pessoas em geral, como para as empresas e ainda para o estado. Este artigo, pretende informar quem não está muito familiarizado com os tipos de crédito e as formas de financiamento. Principalmente útil para quem precisa de um empréstimo.
A Importância dos créditos
O crédito é uma forma de obter dinheiro para um determinado fim, pagando posteriormente em fases (prestações), o dinheiro que foi emprestado acrescido de uma taxa que beneficiará o credor (entidade que emprestou). Ora, isto é de extrema importância. Vejamos casos concretos, no que respeita à necessidade de liquidez (dinheiro disponível mesmo que não se tenha no momento em que é necessário).
Exemplo 1 – Ter casa ou viver sempre em propriedade alugada?
Um jovem que começou a trabalhar, não tem tão cedo dinheiro para comprar uma casa. Se tiver acesso ao crédito, poderá um dia ter a casa como propriedade sua, pagando os juros que irão beneficiar a entidade que lhe emprestou o dinheiro. Caso contrário, teve de viver sempre numa casa arrendada, e ficou sem um bem que é essencial.
Exemplo 2 – liquidez para fins de saúde
Outro exemplo, uma pessoa tem de ser intervencionada em operação por motivos de saúde e não tem dinheiro, nem consegue emprestado de amigos ou familiares. Se puder aceder ao crédito, mesmo com fiação (pessoas que se comprometem a assumir o pagamento das prestações caso quem pede o crédito um dia não tenha possibilidades de pagar, ou não tenha bens que sirvam como garantia).
Exemplo 3 –necessidade de mobilidade
Vamos supor que determinada pessoa precisa mesmo de um veículo para se deslocar para o trabalho, ou porque o local de trabalho fica demasiado longe, onde não há transportes públicos, ou porque tem de se deslocar em horário incompatível com transportes, sob pena de perder o emprego. Ora, se puder ter dinheiro emprestado (ainda que pouco para comprar um veículo económico), pode ser uma grande mais-valia.
Conclui-se que, o crédito (ou empréstimo) é de extrema importância para a qualidade de vida das pessoas, desde que utilizado com a devida irracionalidade.
Onde pedir um crédito (entidades que prestam financiamento)?
Há muitas formas de empréstimo (todos estamos familiarizados com o FMI, nesse caso é um empréstimo que é feito a um país para conseguir resgatar a sua economia, em troca de medidas de austeridade que permitam pagar depois o dinheiro emprestado já com os devidos juros), mas neste caso, vamos focar o artigo a entidades que prestam financiamento a particulares e empresas de pequena média / dimensão.
Há dois tipos de entidade que prestam créditos. Os bancos e as empresas financeiras. Nos bancos, temos a CGD, BPI, BES etc. Nas empresas financeiras temos a Cetelem, Partners Finance e por aí. Ora, se não quer ter problemas, o melhor é fazer um empréstimo num banco, pela simples razão de serem entidades mais regulamentadas, mais seguras, e que prezam mais a sua imagem e relação de confiança com os clientes. Uma pessoa que faça um empréstimo num banco, se tiver uma conta à ordem nesse mesmo banco, terá mais poder de negociação do que se fizer um empréstimo numa empresa financeira. Mas tudo depende do tipo de crédito e de que garantias quem pede o crédito pode assegurar.
E se as não se pagarem as prestações
O crédito é uma ferramenta muito útil e importante, desde que seja utilizada a favor da qualidade de vida e de criação de mais riqueza (exemplo aquisição de casa própria), e não para aumento da taxa de endividamento. Normalmente acontece quando as pessoas utilizam os créditos para irem de férias, para comprarem bens que na realidade não são estritamente necessários para o seu dia-a-dia. Tenha consciência, que se não pagar as mensalidades dos seus créditos poderá acartar com consequências muito negativas tanto a nível das suas finanças pessoais, como a nível social. No limite, pode ver os seus bens penhorados, e ver-se obrigado a pedir processo de insolvência pessoal.
Crédito online
O crédito online, foi das melhores invenções criadas até hoje no mercado financeiro dos empréstimos por uma razão muito simples. O crédito online, permite fazer simulações de créditos (isto é, permite-lhe de uma forma simples e expedita, saber quanto vai pagar mensalmente pelo seu empréstimo), e esta possibilidade está por trás das maiores poupanças possíveis nos créditos. Apenas se acrescenta o seguinte truque: Para além de fazer simulações de créditos online, faça também um pedido de simulação presencial no banco em que tem as suas contas a prazo, isto porque, normalmente as taxas de juros dos créditos, estão associadas ao risco que os bancos ou empresas de créditos associam ao incumprimento, e se tiver contas num banco, este saberá avaliar melhor o risco associado à atribuição do seu crédito e poderá oferecer-lhe taxas mais baixas, e com isto poupar imenso dinheiro. Pense nisto (mas só após fazer as simulações que entender online, para que possa ter valores comparativos e argumentar).
Principais tipos de crédito
Os principais créditos são o crédito habitação (em primeiro lugar pelos montantes associados) e posteriormente, o crédito automóvel (o carro e meios de transporte, são sempre necessários). Depois há uma gama de créditos para consumo, como sendo o crédito pessoal (o dinheiro é atribuído sem lhe colocarem muitas perguntas e está associados a taxas de juro altas), o crédito para férias, crédito para viagens, crédito para estudantes (também muito útil e importante – normalmente conta com apoio do estado), o microcrédito (financiamento para startups e pequenos negócios), os créditos para empresas entre muitos outros.
E quando os créditos levam ao endividamento
Já foi dito que um crédito é um assunto demasiado sério e que, as mensalidades das prestações são para cumprir, sob pena de consequências muito graves. Os créditos podem levar ao endividamento, isto acontece quando as pessoas pedem dinheiro e não têm capacidade de pagar as prestações ou pedem créditos para pagar prestações de outros créditos (efeito bola de neve).
O que pode correr mal?
Como exemplo (muito recente) e no seguimento do que foi dito anteriormente, vamos supor que um determinado individuo, faz um crédito, o seu ordenado são 1000 euros e o seu rendimento médio mensal (a contar com os 14 meses), são 1200 euros. Se for funcionário público (e pensava que, por ser funcionário publico não ia ter nunca na vida problemas com liquidez), com o actual corte do subsídio de férias e do natal, arrisca-se a não ter capacidade de pagar as prestações e entrar em incumprimento.
Ética
Para terminar este artigo, falaremos de ética. É preciso muito ética tanto de quem faz os empréstimos (tem de ter ética suficiente para não permitir ficar a dever), como por parte das empresas financeiras (têm de ter ética suficiente para recusar crédito a quem não tem condições para pagar as mensalidade e não agir em função de querer cobrar juros elevadíssimos por incumprimento ou penhora).